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Golpes por mensagem: crie um protocolo para proteger clientes e caixa

As tentativas de fraude digital chegaram a uma escala que exige atenção das pequenas empresas. Pesquisa divulgada pelo Cetic.br em 31 de agosto de 2026 mostra que 32% dos usuários brasileiros de internet com 16 anos ou mais, cerca de 45 milhões de pessoas, relataram tentativas de golpe com seus dados pessoais. Outros 20% afirmaram ter sido vítimas.

Entre as pessoas que identificaram tentativas, 84% mencionaram aplicativos de mensagem, 79% apontaram ligações telefônicas e 71% citaram sites ou aplicativos falsos. Os canais podem aparecer juntos em uma mesma fraude. [1]

Para uma pequena empresa, o risco funciona nos dois sentidos. Um funcionário pode pagar uma cobrança falsa enviada em nome de um fornecedor. Ao mesmo tempo, criminosos podem usar a marca do negócio para pedir Pix ou dados aos clientes.

Dica central: nenhuma mudança de cobrança, conta bancária ou chave Pix deve ser aceita por um único canal de comunicação. A informação precisa ser confirmada por outro meio já conhecido.

Se um fornecedor enviar uma nova chave pelo WhatsApp, por exemplo, a equipe deve ligar para o número que já estava cadastrado. Não deve usar o telefone informado na própria mensagem suspeita. Para pagamentos acima de um valor definido pela empresa, vale exigir a aprovação de duas pessoas.

O negócio também precisa estabelecer um caminho oficial para cobrar clientes. Boletos, links e chaves Pix devem sair sempre do mesmo e-mail, número ou sistema. Esses canais podem ser informados no site, nos orçamentos e nas confirmações de pedido. A orientação ao cliente deve ser objetiva: antes de pagar, confira o nome ou a razão social exibida pelo banco.

Outro cuidado é reduzir o número de pessoas com acesso às contas usadas no atendimento. Ative a verificação em duas etapas no e-mail, no WhatsApp e nas redes sociais. Senhas não devem ser compartilhadas entre funcionários nem armazenadas em planilhas abertas.

Também é recomendável preparar uma resposta para incidentes. O protocolo deve indicar quem bloqueia contas, quem avisa o banco e quem comunica os clientes. O CERT.br orienta interromper o contato com o golpista, guardar mensagens e comprovantes, contestar rapidamente as transações, registrar boletim de ocorrência e trocar senhas comprometidas. [2]

Esse procedimento pode caber em uma página. O importante é que todos saibam como confirmar uma cobrança e o que fazer nos primeiros minutos após uma fraude.

Fontes

[1] Cetic.br/NIC.br - Pesquisa sobre tentativas de golpes com dados pessoais, 31 de agosto de 2026
https://nic.br/noticia/releases/um-em-cada-tres-usuarios-de-internet-no-brasil-relatou-sofrer-tentativa-de-golpe-com-uso-de-seus-dados-pessoais-aponta-cetic-br/

[2] CERT.br/CGI.br - Orientações para vítimas de golpes, 26 de maio de 2026
https://cgi.br/noticia/releases/caiu-em-um-golpe-novo-fasciculo-do-cert-br-da-orientacoes-sobre-como-agir/

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